Psicologia do marketing

A Psicologia do Marketing…

Ao longo da nossa história sempre existiu um interesse vigoroso em compreender o comportamento humano nas suas variadas dimensões, nomeadamente no comportamento do consumidor em relação aos produtos que estão disponíveis para venda. O Marketing.

É curioso imaginar, numa viagem ao passado, como é que começou esta história das vendas de produtos, desde a apresentação face às carências mais básicas como comer, beber, aquecer, abrigo como ás necessidades mais elaboradas e de inovação.

Como é que isto acontecia bem lá trás no tempo?

A metodologia que se utilizava era bem mais aprimorada por tentativa e erro, o que funcionava melhor num determinado momento, a exposição, o preço, a funcionalidade, a estética, era tudo feito apenas com intuição, o que certamente funcionava, mas os tempos evoluíram e a surge a Psicologia como ciência e conhecimento empírico ao mesmo tempo que se funde com o Marketing. E que perfeito foi este casamento.

A Psicologia aparece em um momento específico do marketing, quando este se volta para a entendimento do comportamento do consumidor.

A reviravolta do marketing como evolução emerge quando se separa-se das equações mais rígidas da economia, como refere o sociólogo francês Lagneau, a assim se vincula o nascimento do Marketing à Psicologia onde esta última passa esta a ocupar um papel central e fundamental.

A Psicologia é substancial no Marketing, devido à:

A fidelização que estabelece as relações humanas

– A conexão entre pessoas (vendedor, assistente, relações públicas e o cliente) é essencial à fidelização. O Marketing actual assenta substancialmente em relações e na proximidade das mesmas, de forma a transmitir ao cliente: segurança, nitidez, eficiência.

Consciência do produto

– A estrutura, design, cores, do produto são extraordinariamente importantes. Como conseguimos perceber e já bem estudado ao nível da neurociência, as cores têm efeitos relevantes sobre as pessoas, desta forma é essencial que esta seja adequada ao produto de forma a atingir o público ambicionado.

Interpretação do valor

– Cada produto tem um valor real e o valor potencial. O valor real é o valor do produto, enquanto o valor potencial é o possível ganho do cliente. Quanto maior for a divergência entre o valor potencial e o valor real, mais valor terá o produto aos olhos do cliente.

Tomada de decisão

– A tomada de decisão compromete, interpretação e análise tanto ao nível racional como emocional, porém estudos indicam que na tomada de decisões a emoção é mais forte que a razão. A tomada de decisão é imprescindível, e acontece no cérebro quase de uma forma automática e inconsciente através do marcador somático. Daí ser mesmo exclusivamente importante todos os procedimentos de comunicação acerca do produto, pois todos eles vão influenciar a decisão final do cliente.

No momento atual as empresas pretendem mais que vender o produto ao cliente, ambicionam de igual forma que o cliente se fidelize à sua empresa. Tornando numa relação em que ambos ganham, assegurando o beneficio de ambas, como manda as regras de um bom negócio.

Em suma, nada mais pode separar o Marketing e Psicologia , as duas funcionam em plena harmonia. A Psicologia por se interessar pelo estudo extensivo do comportamento humano e o Marketing pela a sua e cada vez mais eficaz forma de chegar aos clientes o mais diversos produtos.

Dos tempos remotos onde se trocavam produtos aos dias de hoje na era do dinheiro virtual. Toda esta evolução merece uma atenção especial pela sua evolução.

E agora para onde vamos?


Neuropsicólogo

Dr. Emanuel Oliveira

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